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24h Notícias - Blog - Hipocrisia, humor e crítica social: releitura capixaba de ‘O Tartufo’ chega aos palcos

Hipocrisia, humor e crítica social: releitura capixaba de ‘O Tartufo’ chega aos palcos

O Tartufo é uma comédia que critica a hipocrisia religiosa e a falsidade moral

Molière (1622-1673), considerado o pai da comédia moderna, é uma das maiores inspirações do diretor Abel Santana. Prova disso são as diversas releituras que ele já assinou das obras do dramaturgo francês. A próxima será “O Tartufo”, com estreia confirmada para o dia 14 de setembro, em Vitória.

O Tartufo é uma das peças mais famosas de Molière, escrita em 1664. É uma comédia que critica a hipocrisia religiosa e a falsidade moral. Na trama, Tartufo é um impostor que finge ser devoto para enganar Orgon, um homem rico e ingênuo, com a intenção de se apoderar de seus bens e até de sua esposa. A peça mistura humor e crítica social, expondo a ingenuidade, o fanatismo e a dissimulação.

“Molière permanece atual por revelar, de forma brilhante, as contradições humanas. Isso nos inspira, pois abre múltiplas possibilidades de interpretação e reflexão. Em cada montagem, encontramos novos sentidos e provocações”, afirma Abel Santana.

A montagem capixaba contará com o elenco profissional da Oficina de Atores Abel Santana. Inclusive, o grupo já planeja inscrever a peça em importantes festivais locais e nacionais, ampliando sua projeção artística. “Todo o elenco passou por um intenso processo criativo para dar vida aos personagens e ao espetáculo. Além da leitura do texto original, que recebeu adaptações para esta montagem, os atores participaram de atividades de improvisação que enriqueceram a interpretação. Os ensaios seguem em ritmo acelerado.

Outras montagens

Abel Santana já levou aos palcos outras adaptações de Molière, como O Avarento, que retrata um homem obcecado por riqueza, incapaz de poupar nem mesmo a própria família, tratada como extensão de seus negócios. Também dirigiu “O Burguês Fidalgo”, no qual interpretou o protagonista, e “O Doente Imaginário”, considerado por especialistas um dos melhores textos cômicos do dramaturgo francês.