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Vitória vibra alto: segunda edição do Vibra Rock Brasil traz música e conexões que não se esquecem

O festival reuniu famílias inteiras, casais apaixonados e grupos de amigos em uma jornada de 12 horas marcada por conexão e nostalgia. Com a estrutura diferenciada de grandes festivais pelo Brasil, atividades inéditas e uma paisagem energizante, a experiência se tornou memorável para o público presente.

A segunda edição do Vibra Rock Brasil, com realização da Booa Produções e Backstage Eventos, transformou a Praça do Papa, em Vitória, em um verdadeiro espetáculo a céu aberto no último fim de semana. Durante cerca de 12 horas ininterruptas, cerca de 15 mil pessoas circularam pelo festival no decorrer do dia, formando um público diverso que ia de crianças a veteranos apaixonados pelo bom e velho rock and roll. Mais do que um evento musical, o Vibra se consolidou como uma experiência completa, pensada para todas as idades.

Logo ao chegar, já era possível perceber o cuidado com cada detalhe. A estrutura impressionava: dois palcos principais grandiosos, somados a dois palcos menores comandados pelos pubs 426 e Moto Rockers, garantiam uma programação dinâmica para os apaixonados pelo clima intimista dos pubs capixabas. Tudo isso integrado a uma área gastronômica variada, com opções como Don Camaleone, Bob’s e N1 Chicken, além de ativações interativas e espaços instagramáveis e uma vila com experiências que iam além da música, como lojinhas do vinil, estúdio de tatuagem, e barbearia, que convidavam o público a registrar cada momento e reforçou o Lifestyle do rock em cada detalhe.

Mateus Carvalho, sócio da Booa Produções:

“Desde o início, pensamos o Vibra Rock Brasil como uma plataforma de experiência, onde as marcas não estão só presentes, mas fazem parte da jornada do público. As ativações foram desenhadas para gerar conexão real, criar memória e ampliar o tempo de permanência das pessoas no festival. É esse tipo de entrega que fortalece o evento e abre espaço para parcerias cada vez mais estratégicas.”

Um dos grandes destaques desta edição foi o palco principal, considerado pela organização como um dos maiores já montados no Espírito Santo. Com 60 metros de largura, 20 metros de altura — equivalente a um prédio de até sete andares — e mais de 200m² de painéis de LED, a estrutura chamou atenção de quem chegava e se transformou em um verdadeiro espetáculo visual ao longo do dia. À noite, então, ganhou ainda mais força: a iluminação cênica dinâmica, com mudanças de cores e efeitos, criou uma atmosfera imersiva que elevou a experiência ao nível dos grandes festivais nacionais.

E, atendendo a uma demanda cada vez mais presente nos grandes eventos, o Vibra também apostou em uma área de descanso ampla e confortável. O espaço, tranquilo e bem distribuído, virou ponto de respiro para o público entre um show e outro. Por lá, uma ativação com puffs e carregadores de celular garantiu ainda mais comodidade, permitindo que as pessoas recarregassem as energias — e os aparelhos — sem perder o ritmo do festival

E havia ainda um ponto que dizia muito sobre o espírito do festival: a área kids. Completa e vibrante, ela assegurava que as famílias pudessem viver o evento juntas, enquanto as crianças se divertiam com segurança. Era comum ver pais, filhos e até avós compartilhando o mesmo espaço, conectados pela música e pela atmosfera leve.

Márcio Ribeiro, sócio da Booa Produções:

“O Vibra Rock Brasil é um festival pensado nos mínimos detalhes para proporcionar uma experiência completa. Nosso objetivo sempre foi ir além da música, criando um ambiente onde diferentes gerações possam se encontrar, viver momentos marcantes e se conectar com o evento de forma genuína. Ver o público ocupando o espaço com essa energia, utilizando toda a estrutura e aproveitando cada experiência, é a confirmação de que estamos no caminho certo.”

No palco, a energia foi conduzida por nomes que fazem parte da história do rock nacional — cada um em um momento marcante de sua trajetória. O Capital Inicial apresentou a turnê “Música Urbana”, resgatando a essência do rock de Brasília com clássicos como “Primeiros Erros”, “Natasha” e “À Sua Maneira”. Já Paulo Ricardo levou ao público a turnê “XL”, celebrando 40 anos de carreira com um espetáculo que revisita desde os tempos de RPM até sucessos mais recentes, em uma superprodução que mistura música, cenografia e emoção. Completando o trio, o Biquini Cavadão apresentou a turnê “A Vida Começa aos 40”, reunindo hits que atravessam gerações como “Tédio”, “Vento Ventania” e “Zé Ninguém”.

E não faltaram momentos especiais: Bruno Gouveia, do Biquini, empolgado com a energia do público, chegou a estender o tempo de show e revelou estar fazendo sua centésima apresentação no Espírito Santo. Paulo Ricardo também destacou a beleza e a grandiosidade do festival, enquanto Dinho Ouro Preto reforçou, em diversos momentos, o carinho pelo público capixaba e relembrou suas passagens pelo Multiplace Mais, em Guarapari.

Acostumados a grandes produções em todo o Brasil, os headliners da noite foram unânimes em destacar a grandiosidade da estrutura e o nível de organização do Vibra Rock Brasil. Do palco, a dimensão impressionava — e não apenas pelo tamanho, mas pela entrega técnica, precisão e experiência proporcionada. Os artistas elogiaram de forma enfática o padrão do evento, reforçando que o festival já se posiciona no mesmo nível de grandes produções nacionais.

Antes deles, talentos locais, no palco principal com Saulo Simonassi, Ubando e Dona Fran e nos pubs, 90eTal, Duets, STP Projects (tributo a Stone Temple Pilots e Alice in Chains) e Sucupira Projects (tributo a Ozzy Osbourne), além do DJ John nos intervalos, aqueceram o público e reforçaram a força da cena capixaba, conectando diferentes gerações do rock ao longo do dia.

Um dos diferenciais mais marcantes desta edição foi a proposta de transformar cada show em uma experiência ampliada. Pela primeira vez, os artistas participaram de entrevistas ao vivo antes de subir ao palco, transmitidas nos telões. O recurso, que remete a grandes festivais como Rock in Rio e The Town, aproximou ainda mais público e músicos, criando expectativa e antecipando emoções. Era como se o espetáculo começasse antes mesmo do primeiro acorde.

E um detalhe que fez toda a diferença — e que foi amplamente elogiado pelo público — foi a pontualidade. Em um evento dessa magnitude, manter os horários pode ser um desafio, mas no Vibra Rock Brasil os shows começaram exatamente como previsto. Essa precisão reforçou a organização do festival e contribuiu para uma experiência ainda mais fluida e respeitosa com quem estava ali para aproveitar cada minuto.

Outro ponto que chamou atenção foi a mobilidade. O transporte aquaviário, operando com horário estendido entre Vitória e Vila Velha em parceria com a Ceturb-ES, foi amplamente utilizado pelo público e se consolidou como uma alternativa prática e eficiente de deslocamento. Ligando a Prainha à Praça do Papa em poucos minutos, o sistema ajudou a reduzir o trânsito no entorno do evento e garantiu mais conforto e segurança para quem optou por essa experiência.

Pensando no bem-estar do público, o festival também contou com estrutura de apoio completa, incluindo posto médico, SAC e um espaço de acolhimento preparado para atender quem precisasse de suporte durante o evento — mais um reflexo do cuidado com a experiência de todos os presentes.

E, acima de tudo, havia o cenário! Com vista privilegiada para o Convento da Penha — um dos cartões-postais mais emblemáticos do Espírito Santo — o palco principal ganhava uma moldura quase cinematográfica. No céu, uma lua cheia iluminava a noite e também atraía olhares, sendo inclusive destacada pelos próprios artistas durante as apresentações, que tinham visão direta para ela. Um detalhe natural que transformou o ambiente em algo ainda mais memorável.

Entre riffs, encontros e histórias, o Vibra Rock Brasil também foi palco de celebrações pessoais: aniversários, bodas, encontros marcados pelo tempo e até noivas que escolheram o festival como cenário para um momento de comemoração. Pequenas grandes histórias que ajudaram a construir a essência do evento.

Renato Grijó, da Backstage Eventos:

“O Vibra Rock Brasil nasce de um sonho antigo de fortalecer o pop rock no Espírito Santo e, já na segunda edição, mostra que veio para ficar — com nome, sobrenome e identidade própria. Conseguimos reunir gerações, criar uma atmosfera única e provar que existe um público forte, fiel e apaixonado por esse estilo. É só o começo de uma história que ainda tem muito a crescer.”

Com organização eficiente, clima tranquilo e uma proposta que vai além da música, o Vibra Rock Brasil reafirma seu espaço no calendário cultural capixaba. Mais do que um festival, uma experiência coletiva onde o rock não apenas se escuta, mas se vive até o apagar das luzes.

Vem aí Vibra Rock 2027!

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